e-Social – Que confusão!

O e-Social, estabelecido pelo decreto 8373, de 2014, entrou em vigor em 2015 com a
implementação de um de seus módulos, relacionado ao trabalho doméstico. De lá para cá
vivemos ajustes e prorrogações de prazos. E agora, em 11/07/2018 o Senado publica:
“Aprovada a MP (881/2019) da Liberdade Econômica, com regras trabalhistas e fim do
e-Social”.

Durma-se com um barulho desses.
É para parar tudo?
O que fazer com os milhões investidos em equipes e sistemas?
Joga-se tudo fora?
Não! Calma! Não é bem assim.

Vamos à lógica:

• Empresas das fases 1 e 2 estão, praticamente, com o sistema implementado. Há
vontade de desmonte ? Não cremos. Por outro lado, as micro e pequenas empresas
podem ficar de fora.

• O governo, coerente com seu discurso liberalizante, precisa passar sinal de que está
atuando. Quer pretexto melhor que apontar o fim do gigante e-Social ? Criado no
governo anterior ?

• Alinha proposta de governo que investirá em desburocratização, precisa passar sinal
de que está atuando. Quer pretexto melhor que a racionalização do gigante e-Social ?
Mas não há muito o que fazer. Resposta: Acabe com ele e recrie dois ou três em seu
lugar, um trabalhista/previdenciário e outro tributário.

Há muito recurso e energia concentrados nesse esforço que não vai ser deixado de lado,
não.

Os investimentos aportados até agora foram/estão bem utilizados e vão, no processo de
melhoria contínua, sendo aprimorados.

Resumo com crítica à (falta de) comunicação do governo que cria essa confusão
absolutamente desnecessária em nosso ambiente já tumultuado de afazeres cotidianos.
Vamos em frente …

Oswaldo Merbach